A primeira ninhada da Benedita com o ZUKKYMIRA

A primeira ninhada da Benedita nasceu no dia 20 de Maio de 2013.
Tem 6 cachorrinhos, 3 fêmeas e 3 machos.
Foram para os seguintes donos:

A Benedita prenha

O namoro da Benedita com o ZUKKYMIRA

A Benedita foi no dia 10 de Março de 2013 para casa do ZUKKYMIRA.
Teve a sua primeira monta natural no dia 17 e a segunda no dia 19.
Regressou a casa no dia 24 e desta vez, trazia a sua primeira descendência.
Fotos do Zucky

História

São várias as histórias que preenchem o passado desta estirpe, cuja origem é, por isso, mesma incerta. No entanto, é seguro afirmar que esta é uma raça antiga, já que existem representações suas em pinturas que datam os 3000 anos a.C. Esta linhagem esteve presente ao longo da história de vários países, nos quais adquiriu funções e nomes distintos. O Dogue dos Bordéus também é apelidado de Mastim Francês e em Espanha como Dogue dos Burgos.A sua descendência é incerta: pensa-se que descende do Mastim Tibetano e do Molosso. Este último, acompanhou Alexandre, O Grande na epopeia que encetou para expandir o Helenismo, onde revelou ser um verdadeiro cão de guerra: enfrentou leões, elefantes e outras feras. Conta-se que foi igualmente adoptado pelo Império Romano para desempenhar tais funções e participar nos espectáculos de arena típicos da época. Segundo esta perspectiva, o Dogue de Bordéus parece ter sido cruzado, ao longo dos séculos, com várias espécies de Mastins, originando espécimes imponentes, fiéis aos seus donos e instintivamente protectores do território. Uma outra corrente de opinião, defende que o Dogue de Bordéus descende dos alanos, uma raça utilizada na caça ao javali, por volta do século XVI, que também servia como cão de guarda. Independentemente da sua descendência, sabe-se que as duas Guerras Mundiais marcaram um período particularmente difícil na história desta estirpe que foi ameaçada com o perigo de extinção. Tal não se concretizou, uma vez que muitos exemplares foram importados para a França, onde se assegurou a sua criação. Após a II Guerra Mundial, a Itália reconheceu oficialmente o valor inquestionável desta linhagem, considerando-a cão de guarda nacional. Em 1949, a FCI (Federation Cynologique Interantionale) reconhece e certifica esta estirpe. O standard foi definitivamente estabelecido em 1971.

Descrição

O Dogue dos Bordéus é um cão com uma estatura respeitável, solidamente construída e robusta. O seu peso oscila entre os 54,4 Kg e os 65,2 Kg e a sua altura na cernelha varia, entre os 58 e os 75 cm.A sua pelagem, curta e macia, pode ser de cor de pêssego, prateado, gamo ou malhado; existindo espécies que têm uma máscara castanho bronze ou preta.A sua cabeça é volumosa e maciça e é dotada de rugas profundas e simétricas. O stop é extremamente vincado e os olhos são grandes, profundamente inseridos, ovais e estão bem afastados. Traz as orelhas, que são ligeiramente arredondadas, de inserção alta, sempre pendentes. O focinho é largo e possui algumas rugas e na garganta evidenciam-se pregas de pele pendentes. O tronco é firme e os membros são musculosos, revelando uma ossatura bastante forte. A cauda é mantida baixa e, quando em alerta, eleva-se, alinhando-se com o dorso.

Temperamento

Distante do temperamento feroz dos seus antepassados, está o actual Dogue dos Bordéus, actualmente considerado um cão calmo e afectuoso, gentil para as crianças e fiel aos seus donos. Convém que seja socializado deste pequeno, para se habituar a presenças estranhas, apesar de não ser impulsivamente agressivo.Preservou ainda os antigos instintos de cão de guarda, pelo que protege afincadamente o seu território e não tolera a presença de cães estranhos.Dada a sua robustez, é aconselhável que seja educado desde pequeno, para que se torne num animal de estimação obediente e seguro.

Saúde

Os principais problemas que podem surgir na criação desta raça prendem-se com o parto e com problemas ósseos, estes últimos resultado do seu crescimento rápido. Normalmente, é adoptada a cesariana, já que os bebés têm cabeças grandes que dificultam o nascimento.A displasia coxo-femural e a torção gástrica são outras doenças típicas desta estirpe, sendo também comum o aparecimento de dermatites e problemas cardíacos.Este animal vive bem em apartamentos mas, por questões de saúde, convém que pratique muito exercício físico.

Quem pensa adquirir um cão deve ler...

"Como é que pudeste?..."

Quando era um cachorrinho, eu distraía-te com as minhas traquinices e fazia-te rir.Chamavas-me tua criança e, apesar de um certo número de sapatos mastigados e um par de almofadas destruídas, eu tornei-me na tua melhor amiga.Sempre que eu fazia algo de errado, tu abanavas o teu dedo para mim e dizias: "Como é que pudeste?..." mas depois tu arrependias-te e rolavas-me no chão para me coçar a barriga. O meu treino demorou um pouco mais do que o esperado porque tu estavas sempre muito ocupado, mas juntos conseguimos arranjar uma solução...Eu lembro-me daquelas noites em que me aninhava em ti na cama e ouvia as tuas confidências e sonhos secretos - acreditava que a vida não poderia ser mais perfeita. Nós os dois fazíamos longos passeios e corridas no parque, andávamos de carro, e parávamos para um gelado (eu ganhava só a bolachinha porque "gelado não faz bem aos cães" - dizias tu) e eu apanhava longos banhos de sol enquanto aguardava a tua volta para casa ao final do dia.Aos poucos passaste a gastar mais tempo no trabalho com a tua carreira e levavas mais tempo a procurar uma companheira humana. Eu esperei por ti pacientemente, confortei todas as tuas mágoas e desilusões, nunca te repreendi pelas más escolhas que tomaste, e vibrei de alegria nas tuas chegadas a casa e quando te apaixonaste... Ela, agora tua esposa, não é uma "apreciadora de cães" - ainda assim eu recebi-a na nossa casa, tentei mostrar-lhe afeição, e obedeci-lhe.Sentia-me feliz porque tu estavas feliz.Então vieram os bebés humanos e eu reparti contigo o entusiasmo. Eu estava fascinada pelos seus tons rosados, os seus cheiros, e queria muito tratar deles também. Mas ela e tu tinham medo de que eu pudesse magoá-los, e eu passei a maior parte do tempo a ser expulsa para outra sala, ou para a minha casotinha...Oh, como eu queria tê-los amado, mas eu tornei-me numa "prisioneira do amor."À medida que foram crescendo, tornei-me amiga deles. Eles agarravam-se ao meu pêlo e levantavam-se sobre perninhas trôpegas, enfiavam os dedos nos meus olhos, examinavam as minhas orelhas, e davam beijos no meu nariz. Eu adorava isso tudo, e o toque das suas mãozinhas - porque os teus toques agora eram tão raros - e eu teria-os defendido com a minha própria vida, se fosse preciso. Eu esgueirava-me para as suas camas e juntos esperávamos pelo barulho do teu carro de regresso.Houve uma altura, quando alguém perguntava se tinhas um cachorro, em que tu tiravas uma foto minha da tua carteira e contavas histórias sobre mim. Nos últimos anos tu apenas respondias "sim" e mudavas de assunto. Eu passei de "teu cão" para "apenas um cão" e tu reclamavas de cada gasto que tinhas comigo.Agora tu tens uma nova oportunidade de carreira noutra cidade, e vocês irão mudar-se para um apartamento onde não são permitidos animais. Tu tomaste a decisão acertada para a tua "família", mas houve uma altura em que eu era a tua única família.Fiquei excitada com o passeio de carro até que chegámos ao canil. O local tinha cheiro de gatos e cães, de medo, de desespero. Tu preencheste a papelada e disseste "Sei que vocês encontrarão um bom lar para ela"... Eles mexeram os ombros e lançaram-te um olhar compadecido. Eles compreendem a realidade que espera um cão de meia-idade, mesmo um com "papéis". Tu tiveste que libertar os dedos do teu filho da minha coleira enquanto ele gritava "Não, papá! Por favor, não deixes que levem o meu cão!". E eu preocupei-me por ele, e com a lição que tu tinhas acabado de lhe dar sobre amizade e lealdade, sobre amor e responsabilidade, e sobre respeito por todo o tipo de vida. Tu deste-me um mimo de adeus na minha cabeça, evitaste o meu olhar e, educadamente, recusaste levar a minha coleira e trela contigo. Tu tinhas um tempo-limite para te habituares e agora eu também tenho um.Depois de partires, as duas simpáticas senhoras que te atenderam comentaram que tu provavelmente sabias já com alguns meses de antecedência que terias de tomar aquela decisão e não fizeste nenhuma tentativa de encontrar um novo lar para mim. Elas sacudiram a cabeça e disseram "Como é que pudeste?". Elas são tão atenciosas para nós aqui no canil, quanto os seus ocupados horários lhes permitem.Elas alimentam-nos, claro, mas eu perdi o meu apetite à dias atrás. De início, sempre que alguém passava pelo meu alojamento, eu corria para a frente, na esperança de que fosses tu - que tivesses mudado de ideias - que isto fosse tudo um pesadelo.... ou eu esperava que ao menos fosse alguém que se importasse, alguém que me pudesse salvar. Quando percebi que não poderia competir com os alegres cachorrinhos que lá estavam, inconscientes dos seus próprios destinos, nas brincadeiras para chamar a atenção, afastei-me para um canto distante, e aguardei.Ouvi os seus passos quando ele veio até mim ao final do dia, e segui-o ao longo do corredor para uma sala separada. Uma sala deliciosamente silenciosa. Ele colocou-me sobre a mesa, acariciou as minhas orelhas, e disse-me para eu não me preocupar. O meu coração acelerou-se na expectativa do que estava para vir, mas havia também uma sensação de alívio. A prisioneira do amor tinha esgotado os seus dias.Como é da minha natureza, estava mais preocupada com ele. O fardo que carrega é demasiado pesado, e eu sei disso, da mesma maneira que conhecia cada um de seus humores. Ele gentilmente colocou um torniquete à volta da minha perna da frente, enquanto uma lágrima corria pela sua face. Lambi a sua mão da mesma maneira que costumava fazer para confortar-te há tantos anos atrás. Ele habilmente espetou a agulha hipodérmica na minha veia. Quando senti a picada e o líquido frio se espalhou através do meu corpo, deitei a cabeça sonolenta, olhei para dentro dos teus olhos gentis e murmurei "Como é que pudeste?".Talvez por ter entendido o meu latido canino, ele disse "Sinto muito!", abraçou-me e apressadamente explicou que era o seu trabalho, fazer com que eu fosse para um lugar melhor onde não seria ignorada, ou maltratada ou abandonada, nem ter que me desenrascar para sobreviver - um lugar de amor e luz, tão diferente deste lugar terrestre. E com a minha última gota de energia tentei transmitir-lhe com uma sacudidela da minha cauda que o meu "Como é que pudeste?" não era dirigido a ele.Era em ti, Meu Amado Dono, que eu estava a pensar. Pensarei em ti e esperarei por ti eternamente. Possa alguém na tua vida continuar a demonstrar-te tanta lealdade...

fonte do texto - ABRA - Associação Bracarense Amigos dos Animais

Dogue de Bordéus

Página em actualização

Estalão do Dogue de Bordéus

Morfologia

ASPECTO GERAL:

Tipicamente um molossoide braquicefalo concavilíneo. O Dogue de Bordéus é um cão possante, cujo corpo é muito musculoso sendo ao mesmo tempo harmonioso. Ele é construído de preferência junto à terra, diz-se que a distância do esterno ao solo é ligeiramente inferior à altura ao peito.

Travesso, atlético, majestoso e imponente, ele tem um aspecto muito dissuasivo.

PROPORÇÕES IMPORTANTES:

O comprimento do corpo, da ponta do ombro à ponta da nádega, é superior à altura ao garrote na proporção de 11/ 10.

A altura do peito é superior à metade da altura ao garrote.

O comprimento máximo do chanfro é igual a um terço do comprimento da cabeça.

O comprimento mínimo do chanfro é igual a um quarto do comprimento da cabeça.

PROPORÇÕES NO DOGUE DE BORDÉUS :

No macho, o perímetro do craneo é muito próximo à altura ao garrote.


Altura ao garrote = volta da cabeça
Perímetro do peito ao nível dos cotovelos = altura ao garrote + 25 a 30 cm
Comprimento do corpo
Comprimento da cabeça do occipital ao nariz = F x 3
Cimo do occipital ao stop = F x 2
Comprimento do chanfro ( máximo : D / 3 ; mínimo : D / 4 )
Comprimento do craneo visto de frente = grande base do trapézio
Comprimento da extremidade do focinho = pequena base do trapézio

COMPORTAMENTO– CARÁCTER:

Antigo cão de combate, o Dogue de Bordéus está dotado para a guarda que assume com vigilância e uma grande coragem mas sem agressividade. Bom companheiro, ele é fiel ao seu dono e muito afectuoso. Calmo, equilibrado com sentido de responsabilidade (reacção) elevada.

O macho tem um carácter geralmente dominante.

CABEÇA:

Volumosa, angulosa, larga, muito curta, trapezoidal quando é vista de frente e de cima. O eixo longitudinal do crânio e do chanfro são convergentes (ver na pág. seguinte).

REGIÃO DO CRÂNIO:

No macho: o perímetro do crânio tomado ao nível da maior largura, corresponde mais ou menos à altura ao garrote.
Na fêmea: ele pode ser ligeiramente inferior.
O seu volume e a sua forma são consequências do desenvolvimento muito importante temporal, das arcadas sobre–orbitarias, das arcadas zigomáticas e do afastamento da ramificação do maxilar inferior. A região superior do craneo é ligeiramente convexa de um lado ao outro.

A depressão fronte–nasal ou stop é muito pronunciada, formando com o chanfro um angulo quase recto (95 a 100º).

A depressão frontal profunda atenua-se na extremidade posterior da cabeça. A testa domina a frente. Assim, ela é mais larga que alta.

A cabeça é sulcada de rugas simétricas de cada lado do sulco mediano. Estas rugas profundas e simétricas são moveis e dão a entender se o cão está atento ou não.
REGIÃO FACIAL:

Nariz: Largo, com as narinas bem abertas, bem pigmentado consoante a máscara; admite-se nariz arrebitado mas não enterrado na face.

Focinho: Possante, largo, denso, mas não empastado debaixo dos olhos, bastante curto, perfil superior é ligeiramente côncavo devido as pregas anteriormente indicadas. A sua largura diminui apenas na extremidade do focinho, ele tem, visto de cima, a forma de um quadrado. Para suportar a região superior do crânio, a linha do chanfro forma um angulo obtuso aberto para cima. Logo a cabeça é horizontal, a extremidade do focinho truncado, denso e largo na base onde se encontra de frente com uma vertical tangente à face anterior ao nariz. O seu perímetro aproxima-se daqueles dois terços da cabeça. O seu comprimento situa-se entre 1/4 e 1/3 do comprimento total da cabeça, do nariz ao cimo do occipital. Os limites (superior de 1/3 e inferior a 1/4 do comprimento da cabeça) são admitidos mas não recomendados, o comprimento ideal do focinho situa-se entre estes extremos.

Mandíbulas: Muito possantes, largas. O cão é prognata inferior (característico da raça). Os incisivos inferiores estão á frente e não em contacto com os incisivos superiores. A mandíbula inferior curva-se para cima. O queixo é bem marcado e não deve passar muito o lábio superior nem ser coberto por ele.

REGIÃO FACIAL :

Fig.1 : Excelente cabeça , trapezoidal vista de frente
Fig.2 : Excelente cabeça vista de lado
Fig.3 : Stop com um angulo quase recto ( 95 a 100º )
Fig.4 : O chanfro forma com a linha superior do craneo um angulo obtuso
Fig.5 : Prognatismo correcto com uma boa cobertura da mandíbula inferior
Fig.6 : Orelhas descoladas

Dentes: Fortes em particular os caninos. Caninos inferiores afastados e ligeiramente curvados. Incisivos bem alinhados sobre tudo na mandíbula inferior onde eles formam uma linha aparentemente direita.

Lábio Superior: Espesso, moderadamente pendente, retraído. Visto de perfil ele apresenta uma linha inferior arredondada. Ele cobre a mandíbula inferior sobre os lados. Na frente o lábio superior está em contacto com o lábio inferior, pois desce sobre ele formando um V em forma de U.

Bochechas: Salientes acompanhadas de um desenvolvimento muscular muito forte.

Olhos: Ovais e distantes. O espaço entre os ângulos internos das paupebras equivalem cerca de duas vezes o comprimento do olho (abertura pálpebral). Olhar penetrante. A conjuntivite não deve estar visível.

Cor de avelã a castanho escuro para os cães de máscara negra, a cor menos pronunciada é tolerada nos cães de mascara marron ou sem mascara.

Orelhas: Relativamente pequenas, com uma cor mais acentuada que o resto do corpo. São caídas e a base anterior é ligeiramente subida. Elas devem tombar e não ficarem suspensas e molengas, o bordo anterior está repuxada quando o cão se encontra atento. A extremidade inferior é ligeiramente arredondada e não deve passar o olho. Elas estão inseridas ao nível da linha superior do craneo onde elas aparentam acentuar a largura.

Pescoço: Muito forte, musculoso, quase cilíndrico. A pele é abundante, larga e solta. A circunferência media é quase igual à da cabeça. Está separado da cabeça por um sulco transversal pouco acentuado, ligeiramente curvo. O seu perfil superior é ligeiramente convexo. A barbela bem marcada desce ao nível da garganta formando pregas junto ao peitoral sem penderem muito. O pescoço muito largo na base afunda-se sem chocar com os ombros.

NA FRENTE, A CABEÇA DOMINA

ESTUDO DO PERFIL DA CABEÇA:
Fig.1 : Excelente cabeça vista de perfil
Fig.2 : Prognatismo exagerado
Fig.3 : Maxilares com igual comprimento = prognatismo insuficiente ou inexistente
Fig.4 : Chanfro paralelo à linha superior do craneo
Fig.5 : Cabeça tipo bulldog , chanfro muito curto com o focinho sob os olhos
Fig.6 : Chanfro longo com stop insuficientemente acusado

CORPO (TRONCO:
Linha do Dorso (Top Line): Bem sustenta com um dorso largo e musculoso, garrote bem marcado, rim largo bastante curto e sólido.

Garupa: moderadamente obliqua junto à nascença da cauda.

Peito: Possante, longo, alto, largo, descendo mais a baixo que o cotovelo; peitoral largo e possante cuja linha inferior (entre–braço) é convexa para baixo. Ombros descido, curvos mas não toneis. A circunferência do peito deve ter de 25 cm a 35 cm superiores à altura ao garrote.

ASPECTO GERAL DO DOGUE DE BORDÉUS

Linha Inferior: Linha arqueada, no peito bem descida, no ventre relevada e firme, nem descaída nem do tipo galgo.

Cauda: Muito grossa na base. A ponta toca de preferencia nos jarretes sem os ultrapassar. Ela não é nem quebrada nem nodosa, mas solta. Tombada quando em repouso, ela ergue-se em geral cerca de 90 a 120º quando o cão está em acção, mas sem encurvar sobre o dorso nem se enrolar.

A CAUDA DO DOGUE DE BORDÉUS :
Fig.1 : Excelente inserção de cauda
Fig.2 : Excelente posição de cauda
Fig.3 : Cauda desviada
Fig.4 : Cauda partida e desviada ( não é aceite )
Fig.5 : Cauda curta ( não é aceite )
Fig.6 : Cauda nodosa

MEMBROS:

ANTERIORES: Ossatura forte, membros muito musculosos.
Espáduas: Possantes, com os músculos salientes. Obliquidade da omoplata média (cerca de 45º sobre a horizontal), ângulo de articulação escapulo–umbral: um pouco mais de 90º.

Braços: Muito musculosos.

Cotovelos: No eixo do corpo, não muito serrados contra o tórax nem para fora.

Frente-braço: Vistos de frente, direitos ou um pouco inclinados para fora por dentro de maneira a se aproximarem ligeiramente do plano médio, sobre tudo nos cães com o peito muito largo. Vistos de perfil, verticais.

Região do Metacárpio: Possante, de perfil ligeiramente inclinada. Vista de frente ligeiramente para fora para compensar a ligeira inclinação no interior do frente–braço.

Pés: Fortes, dedos serrados, unhas curvadas e fortes, almofadas bem desenvolvidas e flexíveis.

POSTERIORES: Membros robustos com uma forte ossatura, bem angulados. Vistos de trás: os posteriores são paralelos e verticais dando uma impressão de pujança, bem que as mãos de trás são menos largas que as da frente.
Coxas: Muito desenvolvidas e espessas, aparentemente musculosas.

Joelhos: Com um plano paralelo ao plano médio ou ligeiramente para fora.

Pernas: Relativamente curtas, musculosas.

Jarretes: Curtos, nervosos; ângulo do jarrete moderadamente aberto.

Metatarso: Robusto, isento de esporão.

Pés: Um pouco mais longos que os anteriores, são serrados.

MOVIMENTOS:

Bastante flexíveis para um molosso. A passo, movimentos amplos e flexíveis a rasar o solo. Boa posição dos posteriores, boa amplitude dos movimentos anteriores sobre tudo no trote, que é o preferido. Quando corre, a cabeça tem tendência a baixar, a parte posterior inclina-se para a frente, os pés anteriores aproximam-se do plano médio. Pequenos galopes com deslocação vertical bastante importante. Capas de atingir grandes velocidades com saltos (tipo lebre), rasos ao solo em curtas distâncias.
ESTUDO DO CORPO:

VISTO DE FRENTE

Excelente Frente Peito Concavo Costado muito corcundo

ESTUDO DO PERFIL DOS MEMBROS POSTERIORES:

Fig.1 e 2 : Excelente angulo dos membros posteriores .
Fig.3 e 4 : Angulo insuficiente , jarrete direito , traseira elevada .

MEMBROS POSTERIORES DO DOGUE DE BORDÉUS:

Fig.1 : Aprumos posteriores correctos .
Fig.2 : Fecha a traseira .
Fig.3 : Jarretes muito serrados , « jarretes de vaca » .
Fig.4 : Jarretes abertos .

OS MEMBROS ANTERIORES DO DOGUE DE BORDÉUS :

Fig.1 : Aprumos correctos .
Fig.2 : Pé normal visto de perfil e de frente .
Fig.3 : Cão com os pés virados para dentro .
Fig.4 : Panardismo.
Fig.5 : Região do metacárpio muito obliqua .
Fig.6 : Panardismo , anteriores tortos .
Fig.7 : Região do metacárpio muito obliqua , com o pé esborrachado .

PELE:

Espessa, e suficientemente ampla.

ASPECTO EXTERIOR (COR):

Pêlo: Fino, curto suave ao tocar.

Cor: Unicolor, dentro de toda a gama de castanhos, desde o caju ao isabel. Bem pigmentado. As manchas brancas pouco extensas são admitidas no peitoral e na extremidade dos membros (pés).

MÁSCARA:

MÁSCARA NEGRA: A máscara é pouco extensa não devendo passar a região craniana. Pode ser acompanhada de ligeira cor de carvão sobre o crânio, as orelhas, no pescoço e debaixo do corpo. O nariz é preto.
MÁSCARA MARRON: (também se diz máscara vermelha) O nariz é marron, a borda das pálpebras são igualmente marron.
SEM MÁSCARA: O pêlo é castanho igual ao resto do corpo. O nariz é castanho claro ou rosa.

ALTURA:

A altura deve corresponder quase ao perímetro cefálico.

MACHO: 60 a 68 cm ao garrote.
FÊMEA: 58 a 66 cm ao garrote.
Tolera-se 1 cm a menos e 2 cm a mais.

PESO:

MACHO: Superior a 50 kg.

FÊMEA: Superior a 45 kg.

FÊMEAS: carácter idêntico ao do macho mas menos pronunciado.

DEFEITOS: Todos os desvios às características anteriormente definidas, devem ser considerados defeitos, os quais são penalizados em função da sua gravidade.

DEFEITOS GRAVES:

Hiper Agressividade ou Medroso
Cabeça curta e redonda com os olhos desorbitados
Hiper–tipo Bulldog (crânio chato, chanfro medindo menos de 1/4 do comprimento da cabeça)
Desvio lateral importante da mandíbula
Incisivos constantemente visíveis com a boca fechada
Dorso convexo (selado)
Cauda com vértebras soldadas/partidas mesmo não estando desviada
Pés dianteiros (mãos) virados para dentro, mesmo que ligeiramente
Pés dianteiros virados exageradamente para fora
Pés chatos
Angulações muito abertas (angulação direita)
Angulações muito fechadas
Jarretes de vaca e jarretes de tonel
Andamento tipo de moletas ou aos SS demasiadamente acentuados na traseira
Respiração excessivamente ofegante, respiração rouca
Cor branca na extremidade da cauda ou na região superior dos membros acima do carpo e do tarso

DEFEITOS ELIMINATÓRIOS:

Cabeça comprida e estreita com stop pouco pronunciado, chanfro medindo mais de 1/3 do comprimento total da cabeça (falta de tipicidade na cabeça)
Chanfro paralelo ou descendente à linha superior do crânio, chanfro arqueado ou aquilino
Maxilar torcido
Falta de prognatismo inferior
Caninos visíveis de modo constante com a boca fechada
Língua saída de modo constante com a boca fechada
Cauda raquítica, desviada lateralmente, torcida, atrofiada, partida...
Ante–braços com abatimento nos metacarpos muito acentuados
Cor branca ou outra cor na cabeça e/ ou no corpo
Peso irrecuperável

N.T.: Os machos devem ter dois testículos de aspecto normal completamente descidos no escroto.

(P) kukulcan artworks MMIV, MMV